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O Nascimento do Açaí
O sacrifício de Iaçã

A boiúna, também chamada de mãe-d'água, minha vó, joaninha, cobra grande ou, simplesmente, cobra-d'água, é o mais popular dos mitos amazônicos. As versões sobre sua origem variam de região para região, misturando-se, às vezes, uma lenda com outra, mas, de maneira geral, a base é a mesma.

Em Muaná, os ribeirinhos chamam-na de joaninha, nome de uma linda moça que se apaixonou por um forasteiro bonito, forma que a cobra encontrou para encantá-la, levando-a depois para o fundo do rio. Boiúna, boitatá, curupira, saci-pererê, boto, matinta-pereira, uirapuru, uiara, cobra norato, muiraquitã, mapinguari, curaganga, tudo tem origem lendária na Amazônia, inclusive o açaí.

Consta, por exemplo, que uma tribo indígena (habitante do local onde mais tarde se ergueria a cidade de Belém do Pará) vivia grandes dificuldades, em função da escassez de alimentos. Um dia, o conselho de chefes decidiu sacrificar toda criança que nascesse a partir daquele momento. Com menos bocas para alimentar, seria mais fácil superar a crise. Durante anos, a ordem foi cumprida até que Iaçã, filha do cacique Itaki, concebeu uma bela criança. Porém, seu pai, guerreiro de palavra, não fez concessão e acabou sacrificando a neta. Desconsolada, Iaçã enclausurou-se em sua tenda, rogando a Tupã uma solução para dar um fim à crise, de forma que não fosse preciso imolar as crianças. Mal concluíra a prece, ouviu choro de bebê, saiu da tenda e, surpresa, viu sua filha ao pé de uma palmeira. Desesperada, correu para abraçá-la, mas, sem entender como, abraçou a estipe. A imagem de sua filha esvanecera, e ela, desesperada, chorou até desfalecer.

No dia seguinte, seu corpo sem vida foi encontrado ao pé da planta. O rosto, sereno, estava voltado para cima, e seus grandes olhos negros, inertes, fitavam o alto da palmeira. Itaki notou sob as folhas um cacho de frutinhas pretas e ordenou que elas fossem apanhadas e amassadas num alguidar, obtendo, assim, um vinho avermelhado. Então o cacique agradeceu a Tupã pelo alimento e, invertendo o nome da filha, batizou a fruta de açaí, suspendendo o suplício aplicado à tribo. Com o passar dos anos, a frutinha nutriu gerações de guerreiros e caboclos. Belém cresceu, tornou-se capital do estado e, até hoje, seus habitantes tomam o vinho dessa palmeira nativa e se sentem fortalecidos graças às lágrimas de sangue da índia Iaçã.

Fonte: Revista Globo Rural. Edição 181 de Novembro de 2000

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